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Coisas que me fazem confusão à cabeça - Vol.V

Idade para ter filhos

Não é minha impressão, é mesmo verdade. Contando assim de repente, lembro-me de pelo menos 10 casais, que, ou têm filhos com idade inferior a 2 anos, ou estão a tentar ter.
Será que sou o único a tentar remar contra a maré?

Não quero filhos agora, e não sei quando (ou se) os vou querer. Considero o desejo consciente de ter filhos, o acto mais egoísta da humanidade: "eu quero um filho meu, os outros são giros, mas quero um meu, porque eu quero". Eu ficaria bem mais feliz em adoptar uma criança e livrá-la da fome, das doenças e de uma morte prematura, do que, por um simples impulso fisiológico, somar mais um à grande conta mundial.
Mas estou a divagar.

Voltando ao cerne da questão: Chego a pensar que toda a gente tem um calendário que contém todas as decisões importantes da sua vida, para cumprir, e que faz parte das regras de aceitação social. Parece que toda a gente tem conhecimento deste calendário misterioso, pois a clássica pergunta "Então, e filhotes?" é proferida por, a meu ver, demasiada gente para ser coincidência. Começa a ser irritante.
Estarei eu "na altura" de querer ter filhos? Não sei quem distribui esse tal calendário, mas parece que eu não recebi uma cópia...

Uma técnica que me foi dada a conhecer para evitar este tipo de comentários de conformidade social, consiste em responder prontamente à fatídica pergunta, com o melhor ar de angústia que se possa fazer, com a frase "Eu não posso ter filhos..."
Apreciem a reacção, e regozijem-se, pois, dessa pessoa, nunca mais ouvirão a pergunta. Funciona especialmente bem com as velhas coscuvilheiras do bairro.

Coisas que me fazem confusão à cabeça - Vol. IV

As redes sociais

Um dos grandes flagelos da sociedade. Quem nunca ouviu as palavras Hi5, MSN, Orkut?

Para que é que estas redes proliferam? Será que os jovens de hoje têm tanta coisa importante a dizer, que os tempos entre e após as aulas e os períodos de férias não são suficientes?

Na minha opinião, só existem por uma questão de competitividade, para, no fim de contas, ver quem tem mais "amigos". Na faixa etária mais activa nestas redes (14 aos 18 anos), o que conta é a popularidade, tal e qual como contava quando andávamos nós próprios na escola, mas levado ao extremo que a Internet permite, com 600 "amigos" dos quais não se sabe nada para além de uma foto e do comentário "És muita gira! Obrigado por me adicionares".

O problema é que, na Internet, a liberdade é tanta, que nada obriga uma pessoa a ser verdadeira naquilo que diz e/ou faz online.
Ou seja, as redes sociais tornam-se o local ideal para a mentira, o engano e a falsidade. Basta ver quantas pessoas têm associado ao seu perfil uma fotografia da própria pessoa. O meu palpite é de cerca de 10%.

E não vamos começar a falar do grau de anonimato que este tipo de situações proporciona a pessoas mal intencionadas (pedófilos, violadores, burlões de todos os tipos... enfim, como vemos todos os dias nas notícias).

Ou seja, 90% dos "amigos" das redes sociais são "anónimos-populares". Toda a gente os conhece, mas ninguém os conhece realmente.

E quem nunca viveu sem Internet (ou seja, qualquer pessoa com menos de 18 anos) tem uma terrível falta de raciocínio quando por alguma razão não há Internet.
"Não posso fazer os trabalhos da escola porque não tenho Internet para pesquisar", "Não sei como hei-de acabar o trabalho porque é a «Maria» que tem o ficheiro no computador, mas está com problemas na Internet e não me consegue mandar o ficheiro", etc.

Vou aqui prestar um serviço público aos mais jovens, que se deparam com estas situações (ou outras semelhantes).
Meus amigos, antes da Internet, a melhor maneira de obter conhecimento era nuns edifícios onde se guardavam uns montes de folhas de papel (inventado pelos chineses, no século II antes de Cristo), aos quais se chamam livros, normalmente organizados por temas e ordem alfabética em prateleiras. Curiosamente, alguns desses edifícios, frequentemente referidos como bibliotecas, sobrevivem nos dias de hoje, e, se procurarem na Internet com afinco, de certeza que ainda encontram a morada de uma perto de vossa casa.

E, se a montanha não vem a Maomé, Maomé vai à montanha. De certeza que, se a «Maria» está na mesma escola, não deve morar muito longe. Se são capazes de perceber como funciona um computador, não devem ter problemas em interpretar o horário dos autocarros.

Deixem-se disso, vão para a rua brincar às escondidas, ou à apanhada, ao berlinde, à carica, ao pião, jogar à bola, andar de skate ou de bicicleta, ou aquilo que vocês quiserem... e se os vossos pais não vos deixarem, lembrem-nos que eles fizeram o mesmo quando eram da vossa idade e não morreram por causa disso.

Coisas que me fazem confusão à cabeça - Vol.II

Mais uma vez, o meu post sobre os visitantes de outro planeta vai ter de ser adiado, porque tropecei nesta situação, no mínimo, caricata...


Uma mulher que em 2005 pediu o Livro de Reclamações num restaurante de Matosinhos aguarda ainda o resultado da queixa, mas já foi condenada em tribunal por "pôr em causa o prestígio, crédito e confiança" do estabelecimento.


Fonte conhecedora do processo disse hoje (14 de Janeiro) que o Tribunal de Matosinhos condenou a mulher a indemnizar a dona do restaurante em 300 euros e a pagar uma multa de 15 euros por dia, para remir uma pena de 75 dias de prisão.


De acordo com a sentença do caso, a arguida foi condenada porque "disse repetidamente, em tom exaltado e de modo audível para as demais pessoas que se encontravam no restaurante àquela hora, nomeadamente que a comida não prestara e que nunca tinha sido tão mal servida".

Os factos remontam a Julho de 2005, durante um jantar de um grupo de médicos e enfermeiros de um centro de saúde, para assinalar a despedida de um colega de trabalho.


Perto do final do repasto, uma das participantes considerou ter sido tratada de forma indelicada por um dos funcionários, pedindo o Livro de Reclamações.

Segundo a fonte, o Livro de Reclamações só foi fornecido depois do pagamento das refeições e após a chamada da PSP.


Na sequência desta queixa, a reclamante foi notificada pelo tribunal, em Fevereiro de 2006, de uma queixa-crime que lhe tinha sido movida pela proprietária do restaurante que viria a resultar na sua condenação.

As expressões desprimorosas para o restaurante que determinaram a condenação terão sido proferidas pela arguida no intervalo de cerca de hora e meia que mediou entre o pedido do Livro de Reclamações e a sua apresentação.


A fonte afirmou que em Dezembro do ano passado, cerca de dois anos e meio após a ocorrência, a reclamação continuava em analise nos serviços camarários.

Contactada pela Lusa, fonte da Câmara de Matosinhos disse que está a avaliar o caso, prometendo esclarecimentos em breve.


JGJ.

in noticias.rtp.pt


Ora então vamos lá a ver o que é que está mal aqui... uma pessoa é mal tratada, diz "de modo audível" o que pensa (acho que ainda temos direito a expressar as nossas opiniões...), pede o livro de reclamações e só lho dão hora e meia depois, quando chega a PSP, (da ultima vez que verifiquei, é obrigatório ter e facultar o livro de reclamações assim que o cliente o pedir), e ainda é condenada por difamação???

Meus amigos, tenham muito cuidado quando disserem mal de alguma coisa, porque senão, já sabem... E nem se atrevam a pedir o livro de reclamações, porque aí é que fica o caldo entornado!

Coisas que me fazem confusão à cabeça - Vol.I

Vou iniciar neste blog uma série de posts sobre coisas que me fazem alguma confusão à massa cinzenta (não no sentido "não percebo patavina", mas no sentido "que razão misteriosa existe por detrás deste comportamento?").
Até faz sentido inserir estas tais "coisas", sejam situações, comportamentos ou outros, num blog sobre o fantástico e teorias estranhas, porque, na realidade, essas "coisas", embora muitas possam parecer fúteis, são dignas de filmes de ficção científica ou livros de mistério policial, dada a sua estranheza e a teimosia dos indivíduos intervenientes em perpetrar tais abismalidades.

Inauguro então esta "rubrica" com um dos maiores flagelos das estradas portuguesas...

Condutores que teimam em fazer as rotundas por fora

O que é que estes condutores pensam? A sério, o que é que eles estão a pensar? Alguém que saiba, que me diga, por favor...

Não importa as vezes que se vê na televisão reportagens sobre o assunto das rotundas, que inclui sempre uma explicação de uma autoridade competente a explicar como se deve circular numa rotunda, porque, pelo que eu vejo todos os dias, entre 40 e 50% dos condutores continuam a fazer as rotundas pela faixa exterior.

Será que tem que se fazer outro anúncio com o Nicolau Breyner a explicar isto, tal e qual como foi quando se alterou as prioridades nas rotundas, há umas dezenas de anos? Para quem não sabe, antes, quem tinha prioridade era quem estava para entrar, porque se apresentava pela direita. "A rotunda tem primeiro de vazar, para depois poder voltar a encher". Lembro-me perfeitamente disto.

Se conduzem nas rotundas por fora, com medo que alguém os impeça de sair na saída que pretendem, de certeza que esse outro alguém (o bloqueador) pensa como eles. Se todos conduzissem correctamente, essa situação não existia.

Nenhum condutor que faça a rotunda por fora, usa o pisca para sinalizar que está a fazer a rotunda (pisca para a esquerda). Logo, um condutor que esteja à espera para entrar nunca sabe se o gajo que vem lá, vai sair ou vai continuar... às vezes, dá merda.

Num país onde a maior parte dos condutores gosta de cortar curvas à "racing", como é que conseguem manter-se na faixa exterior, sendo essa a mais longa e a menos directa? A resposta é simples: não conseguem. Vão por fora, mas "descuidam-se" e quando nós damos por eles (sim, porque acho que eles nem reparam no que estão a fazer!!) estão com o carro metade na faixa de fora, metade na faixa de dentro. A rotunda é toda deles? Não basta a faixa exterior, querem também a interior? Então e se eu estiver na interior quando eles decidem açambarcar as duas faixas, vou para onde? Meto o carro no bolso e salto para dentro da rotunda?
E, se os chamamos à atenção, ainda nos chamam malucos. Fazem asneira, nem sequer se apercebem disso, e, na vista deles, os malucos somos nós!!! Falo com conhecimento de causa.

O pior: ainda há instrutores de condução que ensinam a fazer as rotundas por fora.

Há uma solução óbvia (que não é de certo a correcta), para nós, condutores que até somos minimamente cumpridores, que é deixar a rotunda toda para eles, não fazer pressupostos do tipo "se ele vai por fora eu posso ir por dentro", e só entrar quando não vier mesmo ninguém. Dessa forma, salvaguardamos as nossas viaturas, as nossas carteiras e o nosso estado de espírito, dos quais tanto gostamos.
Saímos prejudicados de duas maneiras: demoramos muito mais tempo nas rotundas, e ainda nos arriscamos a levar com buzinadelas dos condutores que estão atrás de nós, como se a culpa fosse nossa... e, permitindo que os "condutores por fora" continuem a fazer o que têm feito, contibuímos para que a situação se mantenha.

Peço-vos encarecidamente, se há razão para estes comportamentos nas rotundas, alguém que me explique, por favor.

O engraçado nisto tudo é que, se eu por acaso algum dia fizer uma asneirada como as que referi, esse é o dia em que fico com outro carro enfiado no meu...

A DGV diz isto. De uma vez por todas, vejam como é.